Nos tempos do rei D.João I já
era uma aldeia digna de figurar nos documentos. O Rei
mandou saber, em 1395, os bens que tinha em todo o
reino. Consta neste documento que em Valverde havia 2
lugares muito importantes. Havia um Título sobre o lugar
da Pouca Farinha e
outro de Valverde. O Comissário Régio, Rui Peres,
escreveu
que todas estas terras
eram D'EL-Rei.
Faz ainda menção do nome de dois
nobres que possuíam terrenos nestes domínios: D. Teresa e
Egas Coelho.
Aqui se enumera outros lugares
como a Fonte do Denouro, a Quinta da Nave, a Torre, o
Carvalhal, Quinta da Pissarra, Vale Pintado e Lameira.
Pertenceu ao concelho da Covilhã,
até que em 1747 foi criado o concelho do Fundão a que ficou
logo ligado. A Paróquia que hoje se
chama de São Miguel de Valverde era antes conhecida por
Paróquia de Santa Maria.
Naqueles longínquos tempos de 1320
todas as terras contribuíram para as guerras os muros e a a
Paróquia de Santa Maria de Valverde fez uma pequena oferta
de 20 libras, pois, então, era um povo pequeno e pobre.
Sempre pertenceu há Diocese da
Guarda. Deve ter sido a paróquia matriz instituída no Século
XII pela Sé Egitaniense que apresentava o cura de São Miguel
de Valverde com 50 mil réis de renda anual.
Passou a vigaria em 1834.
Não se conhece a data certa em que
foi feita a sua elevação a freguesia, mas foi de certeza há
mais de 7 Séculos.
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